
Perdida em caminhos clandestinos
Fiz-me verdade, escultura, coração.
E nessa indecifrável reviravolta
Redijo incógnita sob a voz do coração.
O que escrevo é incorpóreo, incorruptível.
-espiritualidade, instinto maternal -.
O poema que expresso é mais um filho
Que lanço puro ao mundo material
E que seja, intempestivo nascimento,
Essa declaração sutil escrita em versos
Que contém mais de mim do que confesso
E em silêncio se espalha à reescrever o tempo
Prodigiosamente despedaço-me-
por já não ser o que eu era antes-
E incutida em desatinar um sonho ébrio
Perdida entre versos lancinantes
E os poemas que eu sinto, dou a luz.
-Aliviada-.
E depois que eles nascem sou feliz.
Sou mãe – esquecida- nas vertentes da minha estrada.
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