
O sol recifense desperta
E, espreguiçando-se ainda,
Livrando-se do torpor da noite,
Com seus primeiros e fracos raios de calor,
Depara-se com uma cena curiosa:
Eu vou, sozinho numa humilde canoa,
Remando com meus remos de plástico
Pela Bacia do Pina,
Como um sobrevivente de um naufrágio
Em busca da ilha perdida.
As águas estão calmas
E se vê as margens a terra lamacenta do mangue,
Enquanto a maré baixa
Contrapõe-se à enchente na minha alma.
As pessoas sobem a ponte lá em cima,
Dentro dos carros e ônibus
E me observam até a descida:
Tomam-me por pobre pescador,
Daqueles que nem
Rede de pesca
Tem.
Quando eu sou apenas um poeta
Fugindo do naufrágio da vida.
ANDRÉ ESPÍNOLA (Recife - PE)
http://andreespinola.blogspot.com
E, espreguiçando-se ainda,
Livrando-se do torpor da noite,
Com seus primeiros e fracos raios de calor,
Depara-se com uma cena curiosa:
Eu vou, sozinho numa humilde canoa,
Remando com meus remos de plástico
Pela Bacia do Pina,
Como um sobrevivente de um naufrágio
Em busca da ilha perdida.
As águas estão calmas
E se vê as margens a terra lamacenta do mangue,
Enquanto a maré baixa
Contrapõe-se à enchente na minha alma.
As pessoas sobem a ponte lá em cima,
Dentro dos carros e ônibus
E me observam até a descida:
Tomam-me por pobre pescador,
Daqueles que nem
Rede de pesca
Tem.
Quando eu sou apenas um poeta
Fugindo do naufrágio da vida.
ANDRÉ ESPÍNOLA (Recife - PE)
http://andreespinola.blogspot.com
