
Prematuridade
Nesses dias de ocaso
ao meio-dia
em que tudo lança, fere, sangra, mata
me deixo em pedras frias na calçada
na esperança de chocar-me
contra o vento
Nesses tempos
em que tudo morre, tudo esfria
desenho a última dor da poesia
que se deixa adormecida ao relento
E por horas, inocentes e mostruosas
espero tua voz
vir me carregar antes do Sol...
Não é o que me dizes que me dói
a minha dor é porque tu não
me salvarás à tempo.
(Jessiely Soares)
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