sexta-feira, 16 de março de 2012

Ancestrais





Mas eu era como o vento
e como o vento
eu passei.

As marcas ficaram pequenas
e todos os símbolos, antes esculpidos na lava,
agora estavam sólidos.

Tudo já estava longe.

Porque na ordem das coisas
tudo se consome.
Tudo foge.
Até os ares desses tempos amenos se convertem

Só no dia em que as areias amanheceram
com um sereno que nada reconhecia,
e começaram a reconstruir a poeira dos sonhos

espalhando-se...

o que já não existia mais
Acabava por tocar meu rosto.

Desde então você está em mim
e isso parece querer durar a vida inteira."



(Jessiely Soares)


Imagem daqui: Beco dos Poetas

1 comentários:

Cigana Dara disse...

Olá!! adoro poesia! Amo blogs sempre atualizados e caprichados! Mto delicada vc! Parbéns!
Gostaria mto de tervc no meu espaço! Visite! Beijosss
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