domingo, 13 de abril de 2008

Das eternas mortes II


Pode um canto triste
moldado entre folhas
pousar no meu luar?

Um dia, era manhã
quando tu 'inda cantava
e eu ainda estava lá

Sangrou a última pedra
passou o último dia
Tingiu tudo a escuridão...

E tu cerrastes
meu futuro
como versos escondidos
entre o risco
e a imensidão.

Canta agora,
meu destino
canta o canto mais doído
da velha morte que partiu

No clarear da solidão
foi-se tudo, foi-se a lua,
nos deixamos feito chuva
na última curva do rio.


(Jessiely)

1 comentários:

Spinelli disse...

Lindo... simplesmente lindo!
Parabéns.. beijo e muita inspiração pra ti!