terça-feira, 19 de maio de 2009

Polar


Os versos caem frios
e eu acendo a lareira
para aquecê-los.

Prefiro que derretam
e molhem meu assoalho
a se crisparem em meu chão
a se tingirem de espelho.

Não escrevo poemas
sólidos.

Eu esquento o sentimento que nasce
ate livrá-lo do gelo.

(Jessiely Soares)

3 comentários:

Alexandre Brussolo disse...

Um poema profundo, lindas palavras, parabéns.

Suka Neves disse...

Realmente:
Parabéns a mim pela leitura!!!

Vinícius Franco disse...

Lindo poema... parabéns.