sábado, 31 de outubro de 2009

Desesperación


De todas as faces das minhas angústias
essa, aqui, refletida na mesa

entre corais e bandejas
essa é a que mais me domina.

Essa, coberta de tantas esferas
essa que a tudo se assemelha

essa que reflete e verseja
essa que mais me ilumina

é a que mais me amedronta.

Essa que me acompanha
quando nada mais me encontra.

Essa que eu nunca confesso,
essa, com a qual nunca sonhei

essa completa e disforme
que me prende e não some

essa estranha insone

essa, meus caros leitores,
essa que sou eu mesma
embebida em tantas tristezas
que eu já nem lhe sei mais o nome.




(Jessiely Soares)

3 comentários:

Silvana Nunes .'. disse...

Navegando sem rumo com a intenção de divulgar o meu trabalho, cheguei até aqui. Muito bom o seu espaço, gostei bastante. Certamente voltarei mais vezes. Aproveito para convidar a conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...em http://www.silnunesprof.blogspot.com
Se você gosta de histórias, garanto que vai gostar.
Saudações Florestais !

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Há um livro de Richard Bach, em que ele encontra em sua caminhada pela vida vários Eus, eus que eram ele em diferentes tempos.
Ele em épocas onde já não se reconhece.
Para muitos isso seria loucura.
Para mim isto é vida.
Muita linda esta tua casa.
Fica feliz

Salvador d'Almeida disse...

faces sem nome, e palavras para as faces, continua assim, gosto como fazes