sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Iluminada




Quando minha avó morreu, minha mãe ainda era feita de sonhos.
Era uma coisa mirrada, com nove anos de idade e uma estrada pela frente.

Era jangada pequena sem ancoradouro, durante à noite tinha medo.

Quando eu nasci, ela me guardou e não deixou que me faltasse caminho.
Ela inventava magia - mesmo quando não a tinha, - aprendi a ler a vida com seus desenhos.

É toda feita de segredos
e de pequenas poesias:

Quando me vejo sem luz volto pra ela, porque me sabe iluminar...
meu Farol-Mainha.



(Jessiely Soares)

2 comentários:

Vinícius Franco disse...

Realmente... mãe é sempre um abrigo com todos os atributos que necessitamos e na maioria das vezes não encontramos em mais ninguém.

Ângela Coelho disse...

maravilhoso! Mãe é sempre nosso refúgio.
Beijos.