
Não cantes
ode
As marés
- Mutáveis
monstruosas
Incansáveis -
Nem chores
A morte
De suas vagas
Perdida
Em bravas
Naus incontáveis
Não desenhes
Tua vida
Nas areias
Nem deixes
pegadas
Pelos ventos
Guarde das
espumas
Tuas velas
Poupe
Do medo
Teus rebentos
Só permite
Que a brisa
Do destino
Suprema
hospedeira
Dessas mágoas
Erice o teu
corpo
Em desatino
E te faça
soberana
Nessas águas
Que as ondas
adormeçam
Em teus cabelos
Que vistam
Teu corpo nu
As finas algas.
(Jessiely Soares)
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