
Seus pedaços
se espalham
pela casa
como cristais de saudades
irremediavelmente pintados
pelas tuas mãos ausentes.
Como
se eu fosse
pedra.
Ou chuva, domingo,
relíquia, mormaço...
Deixei de ser coisa inteira.
De pouco me vale essa noite.
A pólvora a qual não ateei fogo,
incendiou-me...
E no momento em que achei
que todo o meu destino
estava num intempestivo
momento reacionário.
Explodi.
De mim, cinzas.
Na minha fragilidade de estilhaço.
(Jessiely Soares)
1 comentários:
Belo poema. Com palavras muito bem escolhidas e colocadas.
Parabens.
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